Bashar Murkus & Khulood Basel / Khashabi Theatre
السّيرة الهلاليّة
[A Epopeia de Banī Hilāl]
Novembro
2026
Estreia nacional
Sinopse
Numa celebração visual, musical e teatral, o Teatro Khashabi apresenta السّيرة الهلاليّة (Al-Sirah Al-Hilaliyyah - A Epopeia dos Banī Hilāl). Esta lendária saga árabe, transmitida oralmente desde o século XIV, tem sido cantada e celebrada por poetas populares ao longo de várias gerações. Acompanharemos a notável jornada da tribo dos Banī Hilāl na sua migração de Najd, na Península Arábica, para a Tunísia. E a vida extraordinária de Abū Zaid al-Hilālī, um rapaz exilado ainda na infância devido à cor da sua pele, que passa de refugiado indigente a uma das lendas mais famosas do mundo árabe. Frequentemente apelidada de “Ilíada árabe”, a Epopeia Hilali ressoou ao longo dos séculos, mas hoje corre o risco de desaparecer, sendo preservada apenas por um punhado de poetas populares no Alto Egito. Para criar este evento artístico, Bashar Murkus reescreveu a epopeia, baseando-se em documentação antiga, publicações e gravações raras do património remanescente dos antigos poetas que entoavam a saga. Ele combinou tudo isto com a estética do folclore palestiniano e estilos de interpretação árabes autênticos. Foram revividas técnicas teatrais antigas, afastando-se intencionalmente dos estilos introduzidos durante o colonialismo europeu. O coletivo explora a forma como estas formas originais poderiam ter evoluído naturalmente, livres da influência colonial. Em palco, sete jovens intérpretes, cheios de energia, recorrem a canções, música, dança, teatro de sombras e marionetas para criar um magnífico festival teatral repleto de música, imagens e poesia. — Bashar Murkus & Khulood Basel / Teatro Khashabi
memória
celebração
transmissão
folclore
reescrita
Informação adicional
Preço
9€
- Duração
2h40 (com intervalo)
- Classificação etária
A classificar
- Informação Adicional
Falado em árabe e legendado em português e inglês
Acessibilidades do espetáculo
Texto biografia autores
Bashar Murkus, dramaturgo e encenador palestiniano, nasceu em 1992, em Kufer Yasef, a norte da Palestina ocupada, e Khulood Basel, produtora criativa, dramaturga e artista visual palestiniana, nasceu em 1987, em Moscovo. Desde 2011, que Basel e Murkus trabalham em conjunto para combinar a visão artística com o pensamento político independente nas suas produções. A dupla cria peças, embarcando em projetos de investigação teatral de longo prazo, motivados pelo desejo de levantar questões sobre temas humanos e políticos importantes para o público na Palestina e em todo o mundo. Khulood Basel e Bashar Murkus cofundaram o Teatro Khashabi em Haifa em 2015, juntamente com um grupo de criadores de teatro palestinianos.
O Teatro Khashabi é uma companhia de teatro palestiniana independente que trabalha em prol de uma sociedade palestiniana, na qual a arte e a criatividade sejam praticadas livremente como um direito natural, e que se esforça por renovar a sua identidade cultural, colocando a cultura independente na vanguarda.
Ficha técnica
Texto e encenação
Bashar Murkus
Dramaturgia
Khulood Basel
Interpretação
Abed Zoabi, Adan Rabos, Atallah Tannous, Maisan Miso Samara, Maya Omay Keesh, Rami Nakhleh, Rana Baransi
Cenografia
Majdala Khoury
Desenho de luz e direção técnica
Muaz Al Jubeh
Som
Moody Kablawi
Composição e direção musical
Habib Hanna
- Produção musical e arranjos
Khalil EPI
Música ao vivo
Rami Nakhleh
Coreografia do segmento de dança Dabke
Samaa Wakim
Construção de marionetas
Vita Hleihil
Assistência de design e direção de cena
Nancy Mkaabal
Produção executiva e responsável de digressão
Samera Kadry
Produção
Khulood Basel - Khashabi Theatre Palestine
Coprodução
DE SINGEL Center - CARTA Festival, Edinburgh International Festival, Cité internacional de la langue française, Théâtre des 13 vents, Espoo Theatre, Teatre Nacional de CatalunyaCriação baseada na versão síria (Ash-Shāmiyyah) do épico Bani Hilal, nas documentações do investigador Abdel Rahman Al-Abnoudi, nas versões de dois grandes poetas do Alto Egito, Jaber Abu Hassan and Sayed Al-Dawi, e nas histórias das nossas avós.






