Teatro Experimental do Porto (TEP)

O Dia da matança na história de Hamlet / Bernard–Marie Koltès
Estreia

Março

15 Sex 21.00h, 16 Sáb 19.00h & 17 Dom 17.00h


RIVOLI Palco do Grande Auditório

7.50€ • >12 

bilhetes

Texto BERNARD-MARIE KOLTÈS
Tradução Alexandra Moreira da Silva
Encenação António Júlio
Cenografia e Figurinos Catarina Barros
Música José Alberto Gomes
Luz Nuno Meira
Interpretação Júlia Valente, Maria do Céu Ribeiro, Paulo Calatré, Paulo Mota
Personagens Hamlet, Ofélia, Gertrud, Claudius
Coprodução Teatro Municipal do Porto, Teatro Experimental do Porto

Duração aprox. 1h30
O Teatro Municipal do Porto acolhe o Teatro Experimental do Porto (TEP) como estrutura residente no Teatro Campo Alegre, no âmbito do programa Campo Aberto desde 2015. 
É, por isso, de muito perto que acompanhamos o trabalho desenvolvido nos últimos anos pela mais antiga companhia de teatro nacional, valorizando a sua capacidade de persistência e reinvenção criativa. “O dia da matança na história de Hamlet”, com encenação de António Júlio, prolonga esse plano que se lança sobre o passado com olhos de presente, na justa medida em que encena um texto de Koltès, por sua vez reescrevendo a tragédia de Shakespeare. O texto é uma versão condensada de Hamlet, obra que Koltès, quase antes de ser Koltès, um dos dramaturgos mais significativos da segunda metade do século XX, admira. Concentrando toda a ação num só dia, evidencia a velocidade dos acontecimentos e a violência dos atos. Hamlet e Ofélia, Gertrudes e Cláudio, as únicas personagens que sobrevivem à história original, aparecem logo condenadas. Com objetivos distintos e com fim anunciado, defrontam-se, combatem, lutam pelo poder e pelo amor. Encontrando-nos com Koltès, procuraremos Shakespeare, procuraremos Hamlet e o que, em desespero, nos concede a condição humana.  


António Júlio (Gaia, 1977) é intérprete e encenador, desenvolve o seu trabalho a partir da cidade do Porto. Das suas encenações/criações mais recentes destaque para “Festa para um”, apresentado do 85º aniversário do Teatro do Rivoli, em 2017; “Almas Mortas”, a partir de Nicolai Gógol, com produção do Teatro do Bolhão (Porto, 2015); “A Farsa” a partir de Raul Brandão, com encenação d’As Boas Raparigas... (Porto, 2014), e “Kavka”, de Raquel S., a partir de Franz Kafka, para o TUP (Porto, 2013).
É diretor do curso de Interpretação na ACE Escola de Artes e professor da mesma disciplina. É curador da VAGA Mostra de Artes e Ideias, iniciativa do Teatro do Bolhão.

O Teatro Experimental do Porto (TEP) é a mais antiga companhia teatral portuguesa e percursora do teatro moderno, tendo estreado o primeiro espetáculo em 1953, sob a direção artística de António Pedro. Em 2012, a direção artística foi assumida por Gonçalo Amorim, encenador residente desde 2010. É uma das estruturas residentes do Teatro Campo Alegre, ao abrigo do programa Campo Aberto.
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