LIA RODRIGUES (BR)


Para Que o Céu Não Caia

Estreia Nacional

Sex 8 Dez / 21h30 & Sáb 9 Dez / 19h00


Auditório • Campo Alegre

10,00EUR • M/16

bilhetes

Criação e direção Lia Rodrigues
Assistente de direção e criação Amália Lima
Interpretação e Cocriação Leonardo Nunes, Gabriele Nascimento, Francisco Thiago Cavalcanti, Clara Castro, Clara Cavalcante, Dora Selva, Felipe Vian, Glaciel Farias, Luana Bezerra, Thiago de Souza, com a participação de Francisca Pinto
Dramaturgia Silvia Soter
Colaboração artística e imagens Sammi Landweer
Criação de Luz Nicolas Boudier
Produção/Consultoria de projetos Claudia Oliveira
Programação visual Monica Soffiati
Secretária Glória Laureano
Professores Amalia Lima e Sylvia Alcantara
Produção/Difusão internacional Thérèse Barbanel / Les Artscéniques
Residência de criação HELLERAU-European Center for the Arts Dresden, Alemanha Coprodução:Festival d’Automne à Paris; Centquatre, Paris; Montpellier Dance Festival - França; HELLERAU-European Center for the Arts Dresden; Kampnagel, Hamburgo; Hau, Berlim; Musenturm, Frankfurt; Tanzhaus, Düsseldorf - Alemanha
Patrocínio Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura e Rede Globo em parceria com o Centro de Artes da Maré e Redes da Maré Coapresentação com Culturgest / Lisboa
Duração aprox. 1h20 
Os bailarinos dançam para encontrar uma forma de sobreviver num mundo virado de cabeça para baixo. 
O mito do fim do mundo, relatado pelo xamã yanomami Davi Kopenawa, diz que rompida a harmonia da vida no universo, o céu – no idioma yanomami entendido por “aquilo que está acima de nós”– desaba sobre todos os que estão abaixo e não apenas sobre os povos das florestas. Diante de tantas catástrofes e barbáries que todos os dias nos assombram e emudecem, nesse contexto de drásticas mudanças climáticas escurecendo o futuro, o que resta fazer? Como imaginar formas de continuar e agir? O que cada um de nós pode fazer para segurar o céu? Os bailarinos da Lia Rodrigues Companhia de Danças dançam ao ritmo de máquinas e carros, helicópteros, sirenes, sob um calor escaldante, com chuva e tempestade, como uma oferta e um tributo, para não desaparecerem, para durarem e para apodrecerem, para moverem o ar e para se expandirem, para sonharem e para visitarem lugares sombrios, para serem fracos e para resistirem. Eles dançam para encontrar uma forma de sobreviver num mundo virado de cabeça para baixo. Dançar para segurar o céu. Para que o céu não caia...dançam. 

Lia Rodrigues nasceu em 1956 em São Paulo onde se formou em ballet clássico e estudou História na Universidade de São Paulo. Após ter participado do movimento de dança contemporânea em São Paulo, nos anos 70, integrou a Compagnie Maguy Marin/França entre 1980 e 1982. De volta ao Brasil fundou a Lia Rodrigues Companhia de Danças em 1990, no Rio de Janeiro e desde então a Companhia mantém-se em atividade durante todo o ano, com aulas, ensaios do repertório, trabalho de pesquisa e criação, apresentando-se no Brasil e internacionalmente. Em 1992 criou e dirigiu durante 14 anos o mais importante festival de dança do Rio de Janeiro, o Panorama da Dança. Desde 2004, convidada por Silvia Soter, a Companhiadesenvolve ações artísticas e pedagógicas na favela da Maré, no Rio de Janeiro, em parceria com a Redes de Desenvolvimento da Maré. Dessa parceria surgiu o Centro de Artes da Maré aberto ao público em 2009. Nesse espaço a Companhia criou e estreou seus trabalhos “Pororoca”, “ Piracema”e “Pindorama”, entre outros. Em 2007, foi condecorada pelo governo francês com a medalha de Chevalier des Arts et des Lettres.

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CONVERSA PÓS-ESPETÁCULO COM MANUELA MATOS MONTEIRO • SEX 8 DEZ
Fotógrafa e Diretora das galerias Mira

LIA RODRIGUES (BR)  - © Sammi Landweer

© Sammi Landweer

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