Cia. Hiato

Odisseia
Estreia nacional
Brasil
FITEI – Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica 2019

Maio

25 Sáb 19.00h


RIVOLI Palco do Grande Auditório

10.00€ • >12 

bilhetes

Uma criação da Cia. Hiato
Inspirado em Odisseia, de Homero
Direção Leonardo Moreira
Escrito por Aline Filócomo, Aura Cunha, Fernanda Stefanski, Leonardo Moreira, Luciana Paes, Maria Amélia Farah, Paula Picarelli e Thiago Amaral
Elenco Aline Filócomo, Aura Cunha, Fernanda Stefanski, Luciana Paes, Maria Amélia Farah, Paula Picarelli, Thiago Amaral
Assistência de Direção e Codireção Aura Cunha e Luciana Paes
Dramaturgia Mariana Delfini
Iluminação e Cenografia Marisa Bentivegna
Direção Audiovisual e Arte Gráfica Laerte Késsimos
Trilha Sonora Miguel Caldas
Figurinos Chris Aizner
Objeto de Cena (Argos), Operação de Vídeo e Assistência de Palco Cezar Renzi
Voz em off (Penélope – grego) Angeliki Papoulia
Voz em off (Odisseu - espanhol) Sebastian de la Cuesta
Assessoria de Imprensa Pombo Correio
Fotos Elina Giounanli e Ligia Jardim
Registo de Vídeo Ricardo Sêco
Direção de Produção Aura Cunha
Produção Executiva Yumi Ogino
Produção Internacional Judith Martin e Marie Tommasini
Coprodução Sesc São Paulo; Onassis Cultural Centre – Atenas/Grécia; Mousonturm – Frankfurt/Alemanha; Grand Theatre – Groningen/Holanda; ProAC – Governo do Estado de São Paulo; Fomento ao Teatro – Prefeitura Municipal de São Paulo Idealização: Cia. Hiato e Elephante Produções Artísticas
Duração aprox. 4h30
Como rapsodos antigos, os atores da companhia recontam odisseias pessoais e coletivas, oscilando entre a realidade e a fantasia. 
A experiência viva de narrativas marginais à Odisseia desafia tanto as dicotomias ficção/realidade, público/privado quanto esbate a polaridade ator e espectador. A partir da tão conhecida história de um homem que deixou o seu lar e o seu coração para lutar, acabando por vagar por anos enquanto tentava voltar para casa, a Cia. Hiato convida o público a tomar o lugar do protagonista ausente Odisseu e navegar por diferentes ilhas. Os sete atores desenlaçam memórias, dúvidas e sonhos a partir dos personagens e narrativas do épico grego: o abandono de Telêmaco; a rejeição de Calipso; o corpo de Circe; a violência estratégica de Atena; o fogo de Héstia; a espera de Penélope. Uma viagem a um só tempo, íntima e grandiosa; o encontro entre o ridículo da nossa vida ordinária e a força mítica das histórias que ainda nos tentam explicar. Porque, depois de tudo dito e feito, podemos igualmente ser ordinários e míticos.  


O próprio nome escolhido pelo grupo - Hiato - já nos dá pistas sobre as suas escolhas artísticas e justifica a continuidade à investigação de novas dramaturgias e formas cénicas que suscitem questionamentos sobre a "diferença", as formas de perceção da realidade, as lacunas entre a experiência e a linguagem de perspetivas que constituem a sua consciência, isto é, a invenção de um “eu” singular e coeso. Os espetáculos criados pelo grupo nascem de questionamentos muito pessoais: "qual é a distância entre o que eu digo e o que tu entendes/queres entender, do que eu disse? Qual é o tamanho da lacuna que existe entre a minha experiência e a linguagem? O que eu consigo expressar da minha experiência?". A Companhia Hiato acredita que transformar estas perguntas em processo criativo é uma forma de, mais do que responder, compartilhar tais incertezas.
Cia. Hiato - © Matheus José Maria

© Matheus José Maria