Vera Mantero

As práticas propiciatórias dos acontecimentos futuros
DDD – Festival Dias da Dança 2019

Maio

9 Qui 22.00h & 10 Sex 17.00h


CAMPO ALEGRE Palco do Auditório

7.50€ • 2.20h • >14 

bilhetes

Direção artística e interpretação Vera Mantero
Interpretação e cocriação Henrique Furtado Vieira, Paulo Quedas, Vânia Rovisco
Assistência Inês Cartaxo
Assistência fase de pesquisa Tiago Barbosa
Espaço e elementos cénicos André Guedes com a equipa
Som e objetos sonoros João Bento
Desenho de luz e Direção técnica Hugo Coelho – Aldeia da Luz
Realização e edição vídeo Hugo Coelho - Aldeia da Luz
Figurinos Carlota Lagido
Produção O Rumo do Fumo
Coprodução Teatro Municipal do Porto, Alkantara Festival

Espetáculo em português, com legendagem em inglês
Respondendo ao desafio da historiadora de arte Paula Pinto, Vera Mantero aborda o trabalho do operador estético Ernesto de Sousa (1921-1988).
Entre 1966 e 1968 este curador, teórico e artista multidisciplinar leva a cabo um amplo estudo e levantamento fotográfico sobre escultura popular portuguesa, explorando a possibilidade de “uma outra história da arte”, ou mesmo de uma “anti-arte”. Posteriormente, Ernesto de Sousa, que já tinha uma breve carreira como realizador de cinema, faz um desvio em direção à vanguarda e à arte experimental, tornando-se muito próximo do movimento Fluxus e de artistas como Wolf Vostell, Robert Filliou, George Maciunas ou Joseph Beuys. Trabalhando a partir de imagens, ações, objetos e texto, o espetáculo convoca as pesquisas de Ernesto de Sousa em torno do cinema, da arte popular e da arte experimental. Uma renovação do mixed media e das desejadas ligações entre arte popular e arte erudita.  


Vera Mantero estudou dança clássica com Anna Mascolo e integrou o Ballet Gulbenkian entre 1984 e 1989. Tornou-se um dos nomes centrais da Nova Dança Portuguesa, tendo iniciado a sua carreira coreográfica em 1987 e mostrado o seu trabalho por toda a Europa, Argentina, Uruguai, Brasil, Canadá,  Coreia do Sul, EUA e Singapura. Desde 2000 dedica-se também ao trabalho de voz, cantando repertório de vários autores e cocriando projetos de música experimental. Em 1999 a Culturgest organizou uma retrospectiva do seu trabalho até à data, intitulada “Mês de Março, Mês de Vera”. Representou Portugal na 26ª Bienal de São Paulo 2004, com “Comer o Coração”, criado em parceria com Rui Chafes. Em 2002 foi-lhe atribuído o Prémio Almada (IPAE/Ministério da Cultura) e em 2009 o Prémio Gulbenkian Arte pela sua carreira como criadora e intérprete.
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