Marcelo Evelin / Demolition Incorporada

A invenção da maldade
Brasil
Estreia nacional
DDD – Festival Dias da Dança 2019

Abril

25 Qui 22.00h & 26 Sex 19.00h


CAMPO ALEGRE Palco do Auditório

10.00€ • 1.30h • >16 

bilhetes

Conceito e Coreografia Marcelo Evelin
Criação e performance Bruno Moreno, Elliot Dehaspe, Maja Grzeckza, Márcio Nonato, Matteo Bifulco, Rosângela Sulidade e Sho Takiguchi
Design de som e direcção técnica Sho Takiguchi
Dramaturgia Carolina Mendonça
Colaboração de pesquisa em filosofia Jonas Schnor
Colaboração Christine Greiner and Loes Van der Pligt
Fotografia e vídeo Maurício Pokemon
Direção de produção Regina Veloso/Demolition Incorporada (Brasil) e Sofia Matos/Materiais Diversos (Portugal)
Assistente de produção Gui Fontineles
Produção-touring Andrez Guizze, Regina Veloso
Agência e distribuição CAMPO/Brasil, Materiais Diversos/internacional
Co-produção HAU – Hebbel Am Ufer (Alemanha), Festival d'Automne à Paris / CND - Centre National de la Danse (França) Künstlerhaus Mousonturm (Alemanha), Kunstenfestivaldesarts (Bélgica) e Teatro Municipal do Porto (Portugal)
Apoio Rumos Itaú Cultural 2017-2018 (Brasil), MIME School - Academy of Theatre and Dance (Holanda) e Xing/Live Arts Week (Itália)
Criação em residência no CAMPO Arte Contemporânea, Teresina-Piauí-Brasil (Brasil)

Espetáculo com público em pé

"A invenção da maldade" constitui-se como um rito de passagem e de luta, um agrupamento de corpos que se arriscam no desconhecido, tornando-se vulneráveis a outras lógicas e realidades.
Faz uma reflexão sobre a maldade como presença inerente nas relações com o outro, desde o início dos tempos até a atualidade. Como refere Rodrigo Garcia num texto escrito sobre uma outra obra de Marcelo Evelin, Batucada (2014): “Toda a matéria é feita de cinquenta por cento de ódio”. É em torno da fogueira, que existe como invenção da cultura e do convívio há 400 mil anos, que a obra é desenvolvida. A fogueira possibilitou a domesticação da humanidade e dos animais que se acercaram, criando um lugar-situação onde as pessoas passaram a reunir-se para se aquecer, comer, contar histórias, celebrar e praticar rituais. Em "A invenção da maldade", o público reúne-se novamente à sua volta. A ação dá-se num espaço cru e horizontal partilhado com o público, como um convite a uma experiência. Uma configuração com luz directa, corpos desnudados, fogueiras armadas com galhos e troncos, que nunca se acendem, e uma banda sonora composta por percussão electrónica e sinos de vento manipulados em tempo real. “Eles produzem uma espécie de atmosfera flutuante, como o silêncio barulhento de um santuário ou como o vento passando por uma cabana de madeira. São os sons de algo que não está”, descreve o filósofo Jonas Schnor, escritor e investigador na área da performance.


Marcelo Evelin nasceu no Piauí (Brasil), é coreógrafo, pesquisador e intérprete. Trabalha com dança desde 1986, tendo colaborado com vários artistas e linguagens, em projetos envolvendo teatro físico, música, vídeo, instalação e ocupação de espaços específicos. É criador independente com sua Companhia Demolition Incorporada, criada em 1995, e ensina na Escola Superior de Mímica de Amesterdão, na Holanda. Orienta workshops e projetos colaborativos em vários países da Europa, assim como nos Estados Unidos da América, África, Japão, América do Sul e Brasil. Gestor e curador, tendo implantado em Teresina, no Brasil, o Núcleo do Dirceu (2006-2013), um coletivo de artistas independentes e uma plataforma de pesquisa e desenvolvimento para as Artes Performaativas Contemporâneas. Em 2016 criou, em Teresina, com a gestora cultural Regina Veloso, o CAMPO, um novo espaço para se pensar, fazer e difundir arte e outras disciplinas e, como parte dele, o estúdio Demolition Incorporada. Os espetáculos “Matadouro”(2010) e “De Repente Fica Tudo Preto de Gente” (2012) (já apresentados no Teatro Municipal do Porto em Março de 2015 e Outubro de 2014, respetivamente) foram apresentados em mais de 18 países. Com a participação de mais de 300 performers de diferentes nacionalidades, “Batucada” (2014), um “acontecimento performático”, segue em difusão.
Marcelo Evelin / Demolition Incorporada - © Maurício Pokemon

© Maurício Pokemon